Trata-se uma sociedade limitada que possui quatro sócios fundadores, todos com experiência em moda
ou em educação (ou em ambos), que também controlam uma associação sem fins lucrativos.
Com seu business plan articulado para 66 meses, o Instituto Rio Moda está recebendo contribuições de
patrocínio incentivado (Lei Rouanet e Lei do ICMS) e não-incentivado, mas sua relação com os patrocinadores
dá-se também por contratos de sociedade em conta de participação, em que o Rio Moda entra como sócio
ostensivo e os patrocinadores como sócios Ocultos.
A despeito da exigüidade de espaços disponíveis, sua sede localiza-se Ipanema, em função da importância do
bairro como pólo lançador de tendências de moda e comportamentos. Esta decisão também tem originado uma
série de condicionamentos no projeto de arquitetura da sede, que prima pelos espaços multiuso e pela
eficiência no emprego do centímetro quadrado.
Na verdade, cumpre lembrar as palavras de Patrícia Gomes, parceira nos primeiros meses da iniciativa,
que ressaltava que o Rio Moda não deveria ter um dono, ou mesmo dez donos, ele deveria ser de todo
mundo.
Como fruto do sonho inicial de duas pessoas, que foi germinando com o tempo e com o calor daqueles que
compartilham a paixão pela moda e pela educação, compreendemos que o Rio Moda deve ser de muitos milhões
de donos. Deve pertencer a todo um segmento que vê a moda como mais do que simplesmente uma indústria,
mas como uma via de expressão cultural. Deve ser de todos que concordam que "a moda está a serviço da
cultura e do comportamento, do design e das abrangências dessas atividades como criação de uma nova leitura
da cultura brasileira".
Igualmente, a extensão de seus resultados não dependerá de um pequeno grupo, mas de todos que , como Zuzu
Angel, acreditam não ter a roupa importância. Na verdade, a Moda tem importância. "É um documento histórico.
É criação e liberdade".